Actualizado 09:26
20 de novembro

Día da Patria 08

Contra Espanha, desobediência. Contra o Capital, resistência

Daniel Lourenço Mirom. Membro da Mesa Nacional de briga

Esta grande fábrica de miséria donde escrevo, esta terrível máquina de empobrecimento da classe trabalhadora, especialmente da juventude e das mulheres, chamada capitalismo, define-se por algo realmente arrepiante: todo é susceptível de mercantilizaçom, quer dizer, todo tem um preço. A comida, bebida, vivenda, saúde, cultura, lazer... mesmo comprar um ser humano, preferivelmente mulher, por umhas horas para o desfrute pessoal resulta doado.
Nom direi nada novo ao alertar que o mundo está submerso numha grave crise a todos os níveis. Também, com certeza nom direi nada novo ao sublinhar que nos dias de hoje nom só periga a felicidade dos seres humanos, o aumento da desigualdade, das injustiças, da exploraçom, do machismo, da reacçom, senom também a existência do próprio planeta.
Porém, acho a situaçom o suficientemente grave como para me arriscar e resultar reiterativo, pesado e abafante. Mais umha vez quero-o falar agora, ao maior número de pessoas possíveis, e desde qualquer meio que o permitir.
Porque a Marinha nom chega a fim de mês por se lhe ir o soldo no aluguer, o Roi adia a sua emancipaçom e fica “preso” em casa dos pais, a Antia nom conseguiu o posto de trabalho por estar “gorda” e o Alexandre foi obrigado a falar em castelhano no seu trabalho para os turistas nom se “queixarem”. Porque donde eu som antes havia pássaros, burboletas e teixos, onde agora há cimento, tijolos e eucalipto.
E todo isto tem umhas motivaçons, tem uns beneficiários, e claro, tem umhas vítimas e umhas conseqüências. Mas também soluçom.
À beira da juventude passiva, consumista e envelhecida que fabrica em série o Capital existe umha outra juventude rebelde e luitadora, crítica e indomável. E é essa a juventude que sabe que o nosso futuro como povo passa por acabar com a dependência nacional que sofre a Galiza por parte de Espanha e luitar por construir um estado socialista galego que acabe com a propriedade privada e a sociedade classista e patriarcal. A juventude desta naçom milenária que se nega a ser o que os opresores querem que sejamos. Esta é a juventude que este 24 e 25 em Compostela desovedecerá Espanha e resistirá o Capital.
Porque sonhamos, porque queremos, umha Galiza ceive, socialista e nom patriarcal.

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