Actualizado 09:26
20 de novembro

Día da Patria 08

Polo socialismo independentista que a Galiza necessita

Maurício Castro. Porta-voz nacional de nós-Unidade Popular

Cada 25 de Julho costuma servir, além de como data reivindicativa dos nossos direitos nacionais conculcados, como referente analítico sobre o último ano na situaçom da Galiza.
Nesta ocasiom, a crise que afronta o capitalismo a nível mundial tem-se confirmado como umha nova grande depressom, com efeitos imediatos no aumento da carestia da vida, da precariedade e do desemprego.
O rebentamento da bolha imobiliária mostra as consqüência da especulaçom e o roubo, enquanto os sectores estratégicos da nossa economia continuam em maos de interesses ‘superiores’ dispostos a jogá-los numha partida em que só somos moeda de troca. Daí a situaçom agónica da construçom naval civil, do sector agrário, o espólio energético, de agressons ao território e negócios que, como o turístico, som alheios a um desenvolvimento sustentável da nossa naçom.
Mas, junto à crise económica, há que destacar a revisom ideológica que vem sofrendo o constitucionalismo espanhol de 1978, que se plasma em tendências reaccionárias contra qualquer concessom a naçons como a nossa. As ‘Galicias Bilíngües’, os manifestos “por la lengua común’, a exacerbada exibiçom ideológica do espanholismo ligado aos espectáculos desportivos, o bombardeamento mediático… todo indica que se prepara umha ofensiva re-centralizadora que tentará impor, a qualquer preço, a identidade espanhola.
Frente a essa realidade, as e os que apostamos na nossa autoconstruçom nacional devemos reconhecer as próprias carências na hora de responder às necessidades do momento. Apesar dos tímidos passos de Causa Galiza, a falta de unidade popular cede ao neo-regionalismo governante o papel de representante de uns interesses populares que reclamam umha resposta unitária, soberanista e de esquerda aos desafios que nos colocam o neoliberalismo e o espanholismo imperantes.
NÓS-Unidade Popular está disposta a que essa unidade seja possível. De que os diferentes sectores soberanista assumam idêntico compromisso dependerá que por fim se produzam mudanças de fundo na co-relaçom de forças entre o capitalismo uniformizador que Espanha nos impom e o socialismo independentista que a Galiza necessita.

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